
O programa de verificação de factos, que estava em vigor há nove anos, era realizado por entidades independentes, recorrendo ao cruzamento de fontes e informações fidedignas
A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, vai deixar de realizar a verificação de factos nas suas plataformas. Implementado em 2016, o programa tinha como objectivo combater notícias falsas e desinformação.
“Está na hora de voltarmos à nossa origem com liberdade de expressão no Facebook e no Instagram”, anunciou Mark Zuckerberg, CEO da Meta, através das redes sociais, comunicando o fim deste programa.
O programa de verificação de factos, que estava em vigor há nove anos, era realizado por entidades independentes, recorrendo ao cruzamento de fontes e informações fidedignas.
Zuckerberg decidiu agora alinhar a Meta com a política adoptada por Elon Musk no X (anteriormente Twitter), promovendo um regresso às “raízes da liberdade de expressão”.
No X, não existe moderação que restrinja conteúdos falsos. Em vez disso, há “notas comunitárias”, que permitem que outros utilizadores adicionem contexto a uma publicação.
Para justificar a mudança, Zuckerberg acusou os verificadores de factos da Meta de possuírem “demasiada parcialidade política” e de “destruírem mais confiança do que criaram”.
Esta alteração deverá resultar numa redução de custos para a empresa, já que menos recursos serão investidos em moderação de conteúdos. No entanto, é previsível que haja um aumento de conteúdos falsos no Facebook, Instagram e Threads, uma vez que deixará de existir o controlo rigoroso que até agora era feito.
É importante recordar que, mesmo com o programa de verificação de factos, as plataformas digitais continuavam a ser palco de muita desinformação.
Zuckerberg justificou ainda a decisão com a necessidade de “eliminar restrições em tópicos como imigração e género, que estão desactualizados no discurso mainstream”.
O CEO da Meta também manifestou intenção de se posicionar num contexto de disputa internacional, afirmando que está a “trabalhar com o presidente Trump para lutar contra os governos que perseguem as empresas americanas e pressionam para haver mais censura”.
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José Luciano
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