
O professor, Ugur Sahin, cofundador da BioNTech, tem a esperança que a vacina que o seu laboratório está a desenvolver em parceria com a Pfizer, possa reduzir a transmissão do vírus para metade, resultando numa "redução drástica no número de casos". O investigador acredita, assim,que no verão há haverá um impacto grande da vacina, mas só no proximo inverno o mundo regressará ao seu habitual estilo de vida.
Estas declarações à BBC vieram na sequência do anúncio feito na semana passada pela BioTech e a Pfizer de que a vacina que seria eficaz em mais de 90% das pessoas. O estudo da Pifzer e da BioNTech está a decorrer desde junho e reúne mais de 40 mil pessoas espalhadas pelo mundo, desde a América do Norte à América Latina, da Europa a África, divididas em dois grupos, um que está a ser vacinado com o produto desenvolvido e outro que está a ser vacinado com um placebo. Nestes estudos ninguém sabe quem está a ser tratado com a vacina ou com o placebo, ficando esse registo apenas em códigos nos computadores.
"Estou muito confiante de que a transmissão entre as pessoas será reduzida por uma vacina tão eficaz - talvez não 90%, mas talvez 50% - mas não devemos esquecer que mesmo isso pode resultar em uma redução dramática da propagação da pandemia"
O professor Sahin disse esperar que análises adicionais mostrem que a vacina reduzirá a transmissão entre as pessoas, bem como impedirá o desenvolvimento de sintomas em alguém que a tomou. "Estou muito confiante de que a transmissão entre as pessoas será reduzida por uma vacina tão eficaz - talvez não 90%, mas talvez 50% - mas não devemos esquecer que mesmo isso pode resultar em uma redução dramática da propagação da pandemia", disse.
A Pfizer e o seu parceiro alemão contam disponibilizar para todo o mundo 50 milhões de doses, até ao final deste ano - o que representa vacinas para 25 milhões de pessoas. E até ao final de 2021, 1,3 mil milhões de doses. Algumas das primeiras doses deverão chegar à alguns países principalmente os mais afetados, como é o caso dos europeus.
Profissionais de saúde que estão na linha de frente e pessoas idosas serão a prioridade, mas o esquema de como será feita a distribuição das primeiras doses ainda está a ser estudado pela OMS. Mas é provável que os jovens saudáveis só comecem a ser vacinados em 2022.
Fonte: BBC
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José Luciano
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