
A malária, uma doença parasitária transmitida por mosquitos, matou 627.000 pessoas – principalmente crianças africanas – apenas em 2020
Uma dose de reforço de uma nova vacina contra a malária mantém um alto nível de protecção, adiantaram na quinta-feira, 8 de Setembro, uma equipa de investigadores, aumentando as esperanças de que possa ser produzida em larga escala em alguns anos.
A vacina, desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford, pode representar um ponto de viragem na luta contra a doença, disse uma equipa internacional de investigação à revista científica “The Lancet”.
A malária, uma doença parasitária transmitida por mosquitos, matou 627.000 pessoas – principalmente crianças africanas – apenas em 2020.
Em 2021, outra vacina, produzida pela gigante farmacêutica britânica GSK, tornou-se a primeira vacina contra a malária a ser recomendada para a utilização generalizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Desde então, foi dado a mais de um milhão de crianças em África.
A investigação mostrou que a eficácia da vacina da GSK é de cerca de 60% e cai drasticamente com o tempo, mesmo com uma dose de reforço.
A vacina R21/Matrix-M de Oxford mostrou ser 77% eficaz na prevenção da malária, segundo um estudo publicado no ano passado. É a primeira vez que uma vacina supera a meta de eficácia estabelecida pela OMS em 75%.
Para o estudo, 450 crianças com idades entre cinco e 17 meses no Burkina Faso – onde a malária é responsável por cerca de 22% de todas as mortes – receberam três doses em 2019.
As crianças foram divididas em três grupos: dois receberam doses diferentes do auxiliar Matrix-M, ingrediente da vacina patenteado pela Novavax e também utilizado na vacina contra a covid-19 da empresa americana de biotecnologia; o terceiro grupo de controlo recebeu uma vacina antirrábica.
Antes da estação chuvosa de 2020 (quando aumentam os casos de malária), 409 crianças regressaram para tomar uma dose de reforço.
Para o grupo que recebeu a maior dose de apoio, a eficácia da vacina aumentou para 80%, de acordo com os resultados de um estudo de fase 2 publicado na quinta-feira. Para a dose mais baixa, a eficácia foi de 70%.
É importante ressaltar que um mês após receber o reforço, os anticorpos antimaláricos regressam a um nível idêntico ao observado após as primeiras doses recebidas um ano antes, de acordo com o estudo.
Oxford fez parceria com o maior fabricante de vacinas do mundo, o Serum Institute of India.
O instituto “pretende e é capaz de fabricar 200 milhões de doses por ano a partir do próximo ano”, disse o especialista.
De acordo com os cientistas, as seis a dez milhões de doses que a GSK pode produzir por ano não são suficientes para 40 milhões de crianças que precisam de quatro doses no primeiro ano.
Os resultados de um estudo de fase 3 com 4.800 participantes de quatro países são aguardados ainda este ano, o que poderá já levar à aprovação da vacina.
Fonte: Lusa
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Adão Cambambi
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