
Ocorreu um de fabrico na produção de algumas frascos da vacina experimental da Astrazeneca e da Universidade de Oxford
A Astrazeneca e a Universidade de Oxford reconhecem um erro de fabrico que está a levantar questões sobre os resultados preliminares da vacina experimental contra a covid-19.
Na passada segunda-feira(23), a farmacêutica e a universidade anunciaram que as doses da vacina que estão a produzir em conjunto eram altamente eficazes.
Mas essa eficácia média anunciada de 70% está a levantar questões por parte dos especialistas porque os participantes do estudo não receberam todos a mesma dose do fármaco.
Nos voluntários que receberam primeiro uma dose menor da vacina, a vacina mostrou ter uma eficácia de 90%. Já no grupo que recebeu duas doses completas a eficácia parecia ser de 62%.
A universidade de Oxford diz agora que houve um erro no fabrico e que alguns voluntários receberam primeiro apenas meia dose da vacina, porque alguns dos frascos usados não tinham a concentração certa.
Os resultados parciais anunciados na segunda-feira são de estudos em grande escala, realizados no Reino Unido e no Brasil.
Cerca de 2.740 pessoas receberam primeiro uma dose menor da vacina, enquanto que quase 8.900 pessoas receberam duas doses completas.
Para os especialistas, o número relativamente pequeno de pessoas que receberam uma dose mais baixa não permite saber se a grande eficácia observada é real.
Além disso, a dose com a concentração errada não foi administrada em pessoas com mais de 55 anos.
Por isso, a grande eficácia pode dever-se à idade jovem dos participantes e não ao tamanho da dose.
A farmacêutica Astrazeneca e a Universidade de Oxford reconhecem o erro no fabrico das doses e garantem que o problema já foi corrigido.
Os detalhes dos resultados dos ensaios vão ser publicados em jornais médicos e fornecidos aos reguladores do Reino Unido para decidirem se autorizam a distribuição da vacina experimental contra a covid-19.
Fonte: BBC
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José Luciano
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