
O estudo envolveu apenas doentes que foram acompanhados no hospital, deixando de fora um grande número de pessoas que estiveram infectadas e assintomáticas e também as que nem sequer souberam que estiveram infectadas e que, segundo o epidemiologista, podem vir a aparecer nos hospitais com queixas
Apesar de não existir uma explicação clara para as sequelas identificadas nas pessoas que recuperam da infecção, tem sido cada vez mais evidente que o grande parte dos doentes recuperados da covi-19 vai ter de continuar a ser acompanhado pelos serviços de saúde.
De acordo com o epidemiologista português Henrique Barros, apesar de estarem recuperados da doença, muitas pessoas ainda apresentam queixas como depressão, cefaleias, tonturas, palpitações e as conhecidas alterações do olfacto e do paladar mantêm-se durante muito tempo e afectavam praticamente 18% dos inquiridos” disse o especialista, acrescentando ainda que “25% a 30% das pessoas mantêm sintomas para lá dos oito, nove meses”.
Esses dados levaram Henrique Barros a concluir que a “covid-19 transforma-se numa doença crónica”.
O estudo envolveu apenas doentes que foram acompanhados no hospital, deixando de fora um grande número de pessoas que estiveram infectadas e assintomáticas e também as que nem sequer souberam que estiveram infectadas e que, segundo o epidemiologista, podem vir a aparecer nos hospitais com queixas. “Se não lhes fizermos, por exemplo, o teste de anticorpos, não vamos saber que elas têm essa história no seu passado. Por isso, atrevo-me a dizer que é preciso manter estes milhares e milhares de pessoas sob observação”, alertou o investigador, citado pela agência Lusa.
Portugal tem neste momento cerca de 430 mil doentes recuperados. Os especialistas acreditam que muitos terão de manter acompanhamento médico.
Depois da fase aguda da doença será necessário avaliar órgãos como os pulmões, rins, coração e fígado, até porque os sintomas persistentes incluem em muitos casos, falta de ar, tosse persistente e fadiga extrema.
Segundo o jornal português Público, investigadores da Universidade de Leicester, no Reino Unido, demonstraram que cerca de 30% dos doentes que tinham tido alta hospitalar voltaram a ser internados. Muitos necessitaram de fisioterapia.
Fonte: Lusa
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André Manuel
André Manuel é um engenheiro eléctrico apaixonado por partilhar conhecimento e insights sobre o mundo da engenharia moderna. Formado em Engenharia Eléctrica pelo Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude (ISPAJ), André traz consigo uma sólida base académica e uma vasta experiência em diversos projectos da indústria. O seu olhar orientado para detalhes, combinado com a sua capacidade de comunicar ideias técnicas de maneira acessível, tornam as suas colunas valiosas para profissionais e entusiastas da engenharia eléctrica e não só. André Manuel é colunista do Portal da Tecangologies desde a sua fundação, e as suas colunas frequentemente exploram tópicos como energias renováveis, negócios, política, automação industrial entre outros.
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