
A Xiaomi estava entre as empresas de tecnologia chinesas de maior perfil que o ex-presidente Donald Trump visava por supostos laços com os militares chineses
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu remover a Xiaomi Corp da lista negra do governo, marcando uma reversão pelo governo Biden de uma das últimas investidas de Donald Trump contra Pequim antes de deixar o cargo.
A empresa chinesa e o governo dos Estados Unidos concordariam em resolver o litígio em andamento, encerrando uma disputa breve e polêmica entre a empresa de hardware e Washington que azedou ainda mais as relações entre a China e os Estados Unidos.
Emily Horne, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, disse que "a administração Biden está profundamente preocupada com os potenciais investimentos dos EUA em empresas ligadas aos militares chineses e totalmente comprometidos em manter a pressão sobre essas empresas".
Em resposta, uma porta-voz da Xiaomi disse que a empresa acompanha os últimos desenvolvimentos de perto, sem dar detalhes.
As ações da Xiaomi saltaram mais de 6% na bolsa de Hong Kong à medida que a notícia da decisão se espalhou. O preço das ações da empresa caiu cerca de 20% desde que foi colocada na lista negra em Janeiro, nos últimos dias do governo Trump.
O Departamento de Defesa não comentou imediatamente. Uma porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar.
O departamento designou a empresa como tendo laços com os militares da China e a colocou em uma lista que restringiria o investimento dos EUA na empresa.
Sete outras empresas chinesas também foram colocadas sob restrições semelhantes.
Para contornar a situação, a Xiaomi partiu para a ofensiva entrando com um processo judicial contra o governo dos Estados Unidos, chamando a sua colocação de "ilegal e inconstitucional" e negando qualquer vínculo com os militares chineses.
Em Março, um juiz federal bloqueou temporariamente a aplicação da lista negra, citando o processo "profundamente falho" do governo dos EUA por incluí-lo na proibição. O juiz também suspendeu na semana passada uma proibição de investimento imposta à Luokung Technology Corp, a empresa chinesa de tecnologia de mapeamento.
A administração Biden concordou em não contestar essa decisão. Horne citou a decisão dizendo que "a administração Trump falhou em desenvolver uma base legalmente suficiente para impor restrições à empresa e forçou esta ação."
Do outro lado da balança encontra-se a Huawei, que terá de continuar a lutar para que possa ser retirada desta mesma lista negra de companhias chinesas que alegadamente procuram desestabilizar e promover valores contrários aos da sociedade americana.
Olhando para o silêncio das autoridades norte-americanas sobre o assunto, talvez a Huawei não tenha a sorte da Xiaomi nos próximos tempos.
Fonte: Reuters
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José Luciano
José Luciano é um informático apaixonado pela intersecção entre tecnologia e sociedade, buscando constantemente desvendar os mistérios do mundo digital e traduzi-los em insights compreensíveis. Desde cedo, José demonstrou uma curiosidade insaciável por todos os aspectos da tecnologia, desde os fundamentos da programação até as tendências emergentes em inteligência artificial, cibersegurança e transformação digital. As colunas de José Luciano abordam uma ampla gama de tópicos, incluindo análises de tendências tecnológicas, dicas práticas para otimizar a experiência digital entre outras matérias relacionadas à tecnologia.
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