As autoridades americanas consideram estes equipamentos como apresentando «riscos inaceitáveis» para a segurança nacional, sem, no entanto, detalharem publicamente a natureza exata dessas ameaças
O governo dos Estados Unidos da América decidiu, esta segunda-feira (23/12), fechar o céu aos drones estrangeiros. A DJI e todos os fabricantes não americanos deixarão de poder comercializar novos modelos nos EUA, na sequência de uma decisão da autoridade local das telecomunicações.
Após a votação em Novembro do regulador, agora a Comissão Federal das Comunicações (FCC) anunciou, ter inscrito oficialmente a chinesa DJI e a totalidade dos drones estrangeiros na sua lista de ameaças à segurança nacional, a chamada Covered List.
Uma viragem radical que condena estes fabricantes a permanecerem definitivamente no solo em território norte-americano.
Ao acrescentar os drones não americanos, como os da conhecida marca chinesa DJI, à lista de equipamentos da Covered List, a autoridade impede qualquer certificação para os futuros aparelhos dos fabricantes visados, bem como para os seus componentes.
Ora, esta homologação técnica continua a ser o passe obrigatório para vender qualquer drone em solo americano.
Quem já possui um destes aparelhos voadores pode, ainda assim, ficar descansado. Os modelos atualmente autorizados escapam a esta proibição.
O seu drone pode, portanto, continuar as suas acrobacias aéreas sem restrições, e os revendedores mantêm o direito de escoar os seus stocks. Apenas as futuras gamas ficam na lista negra, antes mesmo de serem concebidas.
Esta decisão, que não deixará de causar impacto, marca o culminar de um processo iniciado há vários anos. Já em 2020, responsáveis da FCC defendiam o banir da DJI. O fabricante chinês encontra se hoje na mira da administração Trump, que deixou de contemporizar nas questões de soberania tecnológica.
As autoridades americanas consideram estes equipamentos como apresentando «riscos inaceitáveis» para a segurança nacional, sem, no entanto, detalharem publicamente a natureza exata dessas ameaças.
Esta descrição alimenta, sem surpresa, especulações num contexto de tensões geopolíticas entre Washington e Pequim. Uma coisa é certa: os Estados Unidos querem agora privilegiar a sua própria indústria em tudo o que voa sobre o seu território, e isso não se limita apenas aos drones.
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André Manuel
André Manuel é um engenheiro eléctrico apaixonado por partilhar conhecimento e insights sobre o mundo da engenharia moderna. Formado em Engenharia Eléctrica pelo Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude (ISPAJ), André traz consigo uma sólida base académica e uma vasta experiência em diversos projectos da indústria. O seu olhar orientado para detalhes, combinado com a sua capacidade de comunicar ideias técnicas de maneira acessível, tornam as suas colunas valiosas para profissionais e entusiastas da engenharia eléctrica e não só. André Manuel é colunista do Portal da Tecangologies desde a sua fundação, e as suas colunas frequentemente exploram tópicos como energias renováveis, negócios, política, automação industrial entre outros.
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